MUSCULOS, GENES E PERFORMANCE ATLÉTICA
A biologia celular dos músculos ajuda a explicar porque um atleta em particular é vencedor e quais futuros atletas possam ter melhores condições.

Porque em uma competição de 100m entre dois excelentes corredores existe um favorito, apesar de ambos terem treinados intensamente, praticarem os mesmos treinos, descansarem o mesmo período e tiveram a mesma dieta? A resposta, é claro, é muito complexa variando desde o estado psicológico do atleta no dia da prova até no tênis usado na prova.

Mas uma das maiores contribuições para a vitória é a fisiologia dos atletas. As fibras dos músculos do provável ganhador, particularmente em suas coxas, é capaz de gerar mais força do que a de outros competidores.

O músculo é o orgão mais abundante no corpo do homem e também um dos mais adaptáveis. Treinamento rigoroso pode duplicar até triplicar o tamanho do músculo, porém em desuso pode diminuir em 20% em duas semanas.

Os vários fenômenos biomecânicos e biomédicos são tremendamente complexos, mas durante décadas de pesquisa foi construído uma figura completa de como o músculo reage ao treinamento atlético.

Em relação às propriedades contráteis do músculo esquelético, as fibras musculares encurtam por meio do movimento das pontes transversas ( ciclagem da ponte cruzada ) e a velocidade máxima, é determinada pela taxa de ciclagem da ponte cruzada.

Alta atividade da ATPase da miosina = V. Max. Alta ( fibras rápidas )

Baixa atividade da ATPase da miosina = V. Max. baixa( fibras lentas)

As fibras lentas – Tipo I ( oxidativas lentas ou fibras de contração lenta), contém muitas enzimas oxidativas ( > volume de mitocôndrias ), maior capacidade de metabolismo aeróbico e alta resistência à fadiga.

V max. Lenta / < tensão específica / + eficientes

As fibras rápidas – Tipo IIb ( fibras de contração rápida ou fibras glicolíticas rápidas), são ricas em enzimas glicolíticas, com maior capacidade anaeróbica, maior velocidade máx., menos eficiente, alta atividade ATPase, maior consumo energético por unidade de trabalho realizado.

A fira Tipo IIa ( fibra intermediária ou fibra glicolítica oxidativa rápida)

As fibras lentas são importantes para os treinos de resistência como corrida de longa distância, ciclismo e natação, e as fibras rápidas são a chave para as corridas velocidade e levantamento de peso.

Adultos saudáveis possuem o mesmo número de fibras rápidas e lentas. Mas já foram encontradas pessoas com 19% até 95% de fibras lentas.

Uma pessoa com 95% de fibra lentas nunca poderia ser um corredor de velocidade, mas talvez seria um bom maratonista e o contrário seria verdadeiro para a pessoa com 19 % de fibras lentas.

Músculos das fibras não podem transformar em novas fibras. Quando pessoas ficam mais velhas elas perdem fibras, porém elas nunca mais ganham novas fibras. Então o músculo só ganha massa quando a fibra de cada indivíduo se torna mais grossa

O que causa engrossamento das fibras é a criação adicional de miofibras