GUIA DO TÊNIS E FREQUECIMENTO |
Estabilidade: Amortecimento: Leveza Competição. Trilha. Na batida certa A IMPORTANCIA DE UM freqüencímetro. Emilio Levin, cardiologista especialista em medicina esportiva pela Universidade de São Paulo (USP), afirma que é importante medir a freqüência cardíaca porque informa qual o esforço que a pessoa fez durante a atividade física. “Medir a freqüência cardíaca proporciona melhor rendimento da atividade física à pessoa e menos risco à saúde”, afirma Levin, que é da equipe médica da Federação Paulista de Atletismo (FPA). Levin diz que algumas pessoas não conseguem medir a freqüência pelos dedos e aí que está a importância do freqüencímetro. “Para tomar o pulso pelo dedo, é necessário interromper o exercício, além desse método fornecer a média da freqüência, enquanto o freqüencímetro é como um eletrocardiograma, mais preciso”, lembra. O médico também fala que o alerta sonoro sobre a freqüência cardíaca máxima (FCMáx) dá segurança ao atleta durante o exercício. O treinador Cláudio Castilho, presidente da Associação de Treinadores de Corrida (ATC) e treinador do Esporte Clube Pinheiros, ratifica a avaliação de Levin. Ele conta que a base de seus treinos é em cima da freqüência cardíaca, principalmente entre os atletas amadores. “Antes de iniciar qualquer planilha de treinamento, peço para os atletas realizarem exames para checar o coração e a freqüência cardíaca. É muito importante o atleta interagir com as variações cardíacas e ficar atento às mudanças”, afirma. Castilho também diz que os atletas amadores sempre têm um monitoramento do treino por meio do freqüencímetro. DESCRIÇAO Os recursos DOS FREQUENCIMETROS. Zona Alvo: para manter a freqüência dentro de uma determinada faixa sem ter de ficar olhando o tempo todo para o pulso, é só programar o limite inferior e superior de batimentos. Quando os batimentos saírem desses limites, o relógio “apita”. A maior parte dos freqüencímetros possui este recurso. Voltas (laps): para quem treina em circuito fechado, este recurso elimina o trabalho de ficar contando o número de voltas (e sempre se esquecer se está na 7a ou 8a). Para quem corre em circuito aberto com marcação de distância, serve para marcar o tempo por quilômetro e monitorar se seu batimento está aumentando porque você está mais rápido ou porque está mais cansado. Timer: alguns equipamentos têm um, dois ou até três timers, mas a utilização mais comum é a de dois timers, para os treinos intervalados. Num treino de 40 minutos, com 10 repetições de 3 minutos correndo e 1 minuto de trote leve, você pode programar um dos timers para três minutos e outro para um, e ser avisado pelo relógio quando for a hora de acelerar ou diminuir. Interface com o computador: possibilita criar gráficos com a sua freqüência cardíaca e compará-los com gráficos anteriores. Baterias: todos os equipamentos têm duas baterias, a do transmissor e a do relógio. O relógio usa uma bateria comum que teoricamente poderia ser trocada por qualquer relojoeiro. Mas a experiência demonstra que o ideal é encaminhar o relógio para uma assistência técnica autorizada, que vai garantir que a vedação da caixa ficará perfeita após a troca. Algumas marcas usam transmissores blindados que impedem a troca da bateria – é preciso substituir o transmissor. Outras marcas desenvolveram transmissores que possibilitam a troca. Os transmissores blindados não apresentam possibilidade de infiltração de água. Por outro lado, a manutenção dos que têm a bateria substituível é mais barata. Luz interna: alguns modelos não vêm com luz interna, o que pode tornar a tarefa de lê-los uma maratona em si. Transmissão codificada: a “comunicação” entre o transmissor e o relógio é feita por rádio e está sujeita a interferências. Para impedir que seu equipamento leia os batimentos do seu vizinho de esteira, alguns transmissores são codificados. Freqüência e cronômetro simultaneamente no visor: em alguns equipamentos é necessário trocar de tela para saber o tempo decorrido ou a freqüência. Não é o fim do mundo, mas requer que o corredor tire a atenção do treino e do percurso por alguns segundos. Cálculo de calorias: alguns equipamentos, com base no perfil do usuário, estimam o consumo calórico durante o exercício, o que pode ser interessante para quem quer perder peso. Sensores de ciclismo: permitem que as informações da bike (velocidade e rotações por minuto, por exemplo) também sejam registradas pelo relógio e eventualmente enviadas para o PC VO2: alguns equipamentos permitem estimar o VO2 máximo. O resultado não tem a precisão de um teste ergoespirométrico, mas tem a vantagem de pode ser aplicado em qualquer lugar. A partir disso, você pode usar o monitor para manter-se na freqüência ideal para cada situação de treino ou prova. Veja, nas tabelas abaixo, qual a percentagem da FC máx que você deve buscar em cada uma delas: A freqüência ideal para os treinos |